da Efe, em Toronto
Após superar uma profunda crise que quase acabou com o evento, o Festival de Cinema do Mundo de Montreal (FFM, na sigla em francês) inicia hoje sua 32ª edição com centenas de filmes, incluindo dois brasileiros.
Há três anos, o festival parecia fadado ao fim antes de completar três décadas.
Seus principais patrocinadores, os governos federal e de Quebéc, através das instituições Téléfilm Canada e Société de Développement des Entreprises Culturelles (SODEC), retiraram seu apoio financeiro, após brigas com o diretor do FFM, Serge Losique, e criaram o Festival du Nouveau Cinéma.
Mas o festival alternativo durou apenas um ano e, finalmente, em 2007, as duas instituições públicas voltaram a financiar o festival de Losique.
"Agora, tudo voltou à normalidade", declarou o porta-voz do evento, Henry Welsh, quando questionado sobre os problemas do passado.
"Recebemos mais de 2.000 filmes de todo o mundo", afirmou Welsh. Deste número, os organizadores selecionaram 455 filmes --234 longas-metragens, 13 média-metragens e 208 curtas.
Welsh destacou também as dificuldades em selecionar apenas uma fração dos filmes que são enviados à organização.
"Há tantos filmes produzidas por ano. O mundo do cinema cresceu graças às novas tecnologias que tornaram muito mais fácil rodar e produzir um filme. Agora, é possível montar um longa-metragem em um Apple!", disse Welsh.
O Brasil será representado por dois filmes no festival, o longa-metragem "Call Girl" e o curta "Pelo Ouvido".
O primeiro é uma produção de 2007, dirigida por António-Pedro Vasconcelos no qual uma garota de classe alta é contratada para seduzir o prefeito de uma cidade do interior. Já o segundo, de Joaquim Haickel, conta a história de uma mulher que tenta reascender a paixão de seu marido após um acidente de carro.
O festival começa na noite de hoje com a estréia de "Paris 36", do diretor francês Christophe Barratier. voltar |